Diálogos Aleatórios: Putaria

– a colação de grau é maior putaria o horário, falaram que vai acabar tarde… tipo umas 23h.

– como assim putaria, Gi? Vou com uma cueca boa então.

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Diálogos Aleatórios – Amor Comunitário

– Muito legal vocês. A galera toda aqui é legal. Sabe o que a gente devia fazer, marcar outro rolê. Pode ser um lance fechado, tipo Harmony.

– Ãh? tipo o site?

– Hein?

– O site eHarmony, sabe… é tipo um Par Perfeito.

– hahaha Não! Harmony tipo motel mesmo, dá pra fechar uma festa e tal.

– Eita! Tipo tudo junto e misturado, né?

#medooooooo

Pronto Falei

A gente compartilhava coisas bobinhas do dia. Você me contava detalhes do seu dia, e eu do  meu.

Isso foi ano passado, no decorrer do ano inteiro.

Mas no final do ano algo mudou, e o compartilhamento do dia parou. Do seu lado, eu ainda continuei, com a esperança de você continuar.

O fato é que eu ainda gostaria de compartilhar as minhas amenidades do dia.

E abro sua janelinha várias vezes ao dia para escrever coisas como:

•Uma borboleta passava pela ciclovia de Pinheiros e que ela não usava capacete.

•Tomei um guaraná que se chama Cruzeiro.

•Que eu odeio a revista Marie Claire e suas histórias absurdas.

Mas não envio… escrevo mentalmente agora. Algo mudou. E eu não me sinto mais segura em mandar.

E aí eu guardo pra mim, penso em você e depois penso se você está bem.

Queria ir até sua casa, levar um açaí, fazer carinho no cachorro mais simpático do mundo e falar que vai ficar tudo bem.

Mas me sinto idiota só de escrever esse desabafo/texto.

No momento o que eu faço todo dia é o desapego de você. Estou aprendendo. Cada mensagem que eu desapego, eu acho que vai ficando mais fácil. Mas depois fica difícil e eu quero mandar tudo de uma vez.

E assinar com: #pronto falei

Faixa Bônus:

A Juliana Cunha do blog Nonada fez um texto lindo sobre mais ou menos isso que que falei, vou roubar pegar emprestado um trecho:

Por muitos meses, fiz uma espécie de “live-tweet” desses pequenos não-acontecimentos para um amigo muito distante que me devolvia com as notícias de um front semelhante, envolvendo personagens que eu poderia descrever com cores ainda mais vivas do que os que me cercam. Depois as coisas azedaram entre nós e tudo que me acontecia, — que não me acontecia —, os vizinhos, as visitas, foi assumindo um tom encardido de desimportância. Desde então me pergunto o que fazer, se tento achar outro interlocutor para essas histórias, se paro de nota-las e deixo a vida ser sem relevos de narrativa. A estratégia atual é não fazer porcaria alguma.