Encontros e Desencontros (Lost In Translation)

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Você em algum momento (ou em vários) da vida se sentiu meio deslocado e perdido. Se você já se sentiu assim, vai se encontrar no filme Encontros e Desencontros. O filme se passa no Japão, um país completamente diferente nos costumes, no fuso horário e na comunicação para dois americanos.

Conhecemos Charlotte (Scarlett Johansson) uma garota recém-formada em filosofia que acompanha seu marido, um fotógrafo que está a trabalho no Japão. No mesmo hotel em que o casal se hospeda outro hóspede americano chega. Bob Harris (Bill Murray) é um ator que fez muito sucesso anos atrás e agora preenche a agenda de compromissos com comerciais e coisas que ele julga insignificantes para sua carreira. Mas já está cansando o suficiente para não se importar com algumas coisas.

Os dois parecem estar em jornadas diferentes, mas mesmo assim parecem estar conectados ao mesmo sentimento de deslocamento em suas vidas. Eles estão em fases diferentes da vida. Bob já passou pela fase de descoberta de Charlotte. E Charlotte por sua vez, sabe que algum dia vai se encontrar no mesmo lugar que Bob. Mas o que os faz ficar perdidos é o que realmente faz eles se encontrarem um no outro. E disso surge a amizade, o carinho e amor. O fuso horário que até então é um inimigo, que não deixa nenhum dos dois dormir normalmente, é o responsável por aproximar um ao outro. Nisso eles passam a dividir bebidas, experiências de vida e alguma perspectiva para o futuro.

Além de apresentar um lugar completamente diferente, o filme também conta com uma trilha sonora arrebatadora. Não é um filme simples. Eu já assisti muitas vezes e toda vez tenho um sentimento diferente sobre ele. Com isso ele se torna um filme especial. Já que ele nos faz entender que o momento em que nos sentimos mais deslocados é exatamente o momento em que começamos a nos encontrar em nós mesmo.

Trailer: 

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The Killers – Novidades

Faz tempo que eu não falo  aqui dos meus matadores. Então vamos lá:
Os caras lançaram dois clipes  por esses dias (meses) e são muito muito muito legais.

Clipe de Miss Atomic Bomb

 

O clipe da música é inspirador. Ele se divide entre cenas reais e desenho animado.  Você assiste a historinha de um velhinho que teve um grande amor no passado, mas agora vive somente com as lembranças desse grande amor. É tudo tão bem feito que não tem como não gostar. Eu achei o clipe puro romantismo.
E Miss Atomic Bomb é a música desse CD que eu mais escuto ultimamente.

Clipe de Here With Me

 

Esse é meio que especial já que quem assina a direção é Tim Burton. Ele já trabalhou com os caras no clipe genial de Bones. E agora eles repetem a parceria com Here With Me. É a música mais brega do CD, com isso ela poderia se transformar no clipe mais brega da historia dos Killers. Mas é claro que essa combinação de Killers plus Tim Burton renderia um clipe no mínimo interessante e diferente. E rendeu, viu. A historinha é de um cara que se apaixona por uma garota e a quer por perto o tempo todo. Isso meio que vira uma obsessão maluca. Não é uma historinha feliz. Mas não deixa de ser uma obra prima. Participações de Wynona Ryder e Craig Roberts.
Quando eu puxei o CD, Here With Me foi a música que eu escutei no repeat por vários dias. Mas perdeu o posto para Miss Atomic Bomb.

Esse clipe até ganhou um poster no estilo de filme:

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E dia 29/03 eles aparecem em SP para o show no Lollapalooza.  São eles que vão fechar esse dia do festival, então isso meio que significa um show mais longo que o da galera que tocam antes deles (isso claro, se eles forem generosos com o público). Não vai ser dessa vez que eu estarei no mesmo local que meus matadores. Mas meu coração estará lá dia 29 no Jockey.

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook)

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Você é uma pessoa otimista? Dizem que nosso cérebro tem a tendência de nos fazer seres otimista.
E não sou eu que estou dizendo isso, rolou uma pesquisa na University College London do Reino Unido e  a dona da pesquisa, a neurocientista Tali Sharot fala que: “Não é que não pensemos em coisas ruins para o futuro, mas sim que nossos neurônios são eficientes ao armazenar as expectativas boas, mas falham ao incorporar informações ligadas às expectativas ruins” .
Isso meio que resume bem por cima o personagem principal do O Lado Bom Da Vida. Pat era casado, professor de história e uma pessoa negativa. Era assim que ele se resumia antes de um incidente que o levou a uma internação num hospital psiquiátrico. Meses lá dentro, Pat que antes era uma pessoa negativa, começou a entender que precisava enxergar o lado bom da vida e virou uma pessoa otimista. Pat passa a acreditar no final feliz e odeia a clínica justamente por achar que lá dentro todos são negativos e não conseguem visualizar um futuro mais feliz. Para ficar com a cabeça no lugar Pat cria algumas metas e acredita que elas vão ser a passagem de volta para o seu casamento. As metas são para transformá-lo num cara mais magro, intelectual e calmo.
Bradley Cooper que faz Pat, consegue passar na tela o esforço do cara para entrar novamente nos trilhos e isso faz com que você fique na torcida para que ele consiga seu final feliz.
A volta para casa do cara que poderia ser algo reconfortante se transforma em um desafio. Pat é desafiado a se entender com o passado, a convivência com os familiares e a fatores externos que possam fazê-lo explodir novamente.
Nesse retorno Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), cunhada do seu amigo que ficou viúva muito cedo. Enquanto Pat tenta não enfrentar alguns sentimentos, Tiffany é completamente o seu oposto. Uma pessoa explosiva e sincera que entende seus sentimentos e os enfrenta. Para Pat eles não tem nada em comum, a não ser que os dois passaram por um tipo de perda muito significativa na vida. Mas para nós, que estamos do outro lado da cerca, sabemos que os dois se completam. E com isso, você passa a  torcer para um final feliz para ambos.
O filme é sobre recomeços. Mas é mais do que isso, ele mostra que o caminho para voltar a superfície depois de cair não é tão simples, como sabemos. Mas o que importa mesmo é que você com um pouco de sorte, vai conseguir vez ou outra, enxergar o lado bom da vida. E se você tiver alguém ao seu lado para te ajudar nisso, o final feliz fica mais próximo de você.

A pesquisa sobre otimismo você encontra aqui:
http://www.istoe.com.br/reportagens/188363_A+CIENCIA+DO+OTIMISMO

O filme é baseado no livro do Matthew Quick, que leva o mesmo nome do filme. Isso não quer dizer que o filme é aquela fidelidade em pessoa ao livro. Algumas mudanças (muitas) foram feitas, mas isso não perde o encanto de nenhum dos dois. Eu consigo amar os dois de formas diferentes. Enquanto o filme me passa uma sensação de leveza, o livro é mais pesado. Tanto que chego ao final do filme mais tranquila, já o final do livro me fez chorar. Recomendo os dois!

Trailer Legendado:

Música que toca num momento de explosão do Pat:
(o tipo de música que me faz questionar sobre meu conhecimento em relação ao Led Zeppelin)

Música linda da trilha sonora do Trailer: